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Foram Rejeitados os Limites à Pesca de Tubarões em Risco de Extinção

Os limites recomendados para a pesca do tubarão-anequim no Oceano Atlântico foram rejeitados. A espécie está ameaçada e corre risco de extinção, mas continua a ser pescada inclusivamente em águas portuguesas.  

Os cortes à captura do tubarão-anequim foram propostos por cientistas que entendem o impacto que a mesma está a causar. Ainda assim, os limites foram rejeitados na reunião anual da comissão internacional responsável pelo assunto. 

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O único acordo em relação à temática da pesca deste tubarão que foi conseguido na reunião, a qual decorreu na cidade de Marraquexe, em Marrocos, foi o de restringir as condições em que a espécie, também conhecida como tubarão-sardo, pode ser desembarcada. 

O grupo de cientistas da comissão, conhecida pela sigla em inglês de ICCAT, concluiu que, com o objetivo de permitir, durante 20 anos, a recuperação da população dos tubarões, inquestionavelmente ameaçada, seria imperativo impor cortes à pesca e proibir de forma total a sua retenção a bordo. 

Esta não é a primeira vez que a autoridade competente se mostra intransigente em aderir ao pedido. Uma proposta apresentada pela União Europeia visando a limitação da pesca do tubarão-anequim no sul do Atlântico a um máximo de duas mil toneladas foi recusada.  

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Uma outra proposta, preparada também pela União Europeia, mas desta vez em conjunto com os Estados Unidos e o Japão, teve o mesmo fim. A sugestão era de que a captura da espécie fosse substancialmente reduzida no Atlântico Norte de modo a acabar com a sobrepesca. 

De facto, Portugal, Espanha, Marrocos e Brasil não têm impostas quotas para a pesca do tubarão-anequim. A Shark Trust, organização britânica dedicada à defesa e conservação dos tubarões tenta sensibilizar os quatro países para travarem a pesca excessiva. 

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