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Um Olhar Sobre as Dívidas da Câmara de Olhão nos Últimos Anos

Já em 2013, Eduardo Manuel da Cruz dizia ser urgente alterar drasticamente o modelo de gestão que, na época, estava implementado na Câmara Municipal de Olhão.

Eduardo Cruz era então um candidato independente do PSD à presidência da autarquia, disputada em outubro desse ano.

O seu objetivo era iniciar um novo ciclo político para o concelho olhanense. Segundo o próprio, não tinha quaisquer receios de romper com o histórico de gestão municipal do PSD em Olhão.

Mas afinal, porque razão achava Eduardo Cruz ser crítico dar-se uma mudança de paradigma?

A verdade é que, na altura, a Câmara Municipal de Olhão registava dívidas inquietantes que rondavam os 40 milhões. Além disso, a opinião geral era de que não se estava a explorar de forma plena os recursos e as atividades geradoras de riqueza.

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No fundo, a dívida tornou-se impeditiva de fazer obras e iniciar investimentos. Segundo Eduardo Cruz, para contornar essa conjuntura era essencial empreender uma gestão estratégica dos recursos humanos, capitalizar a atividade piscatória e usar os recursos eficientemente.

Eduardo Cruz acabou por não reunir votos suficientes para desempenhar o papel de presidente. Avancemos para o final de 2015. Os balanços anuais continuaram a mostrar que a dívida municipal de Olhão era preocupante.

De facto, o panorama fiscal não era de todo promissor na generalidade do Algarve. No total, as autarquias algarvias carregavam dívidas de mais de 460 milhões de euros.

Para piorar a situação, muitas das dívidas eram de curto prazo, o que provocava atrasos descomunais no pagamento a credores.

Ao entrar em 2016, a Câmara Municipal de Olhão ocupava o sétimo de 16 lugares na lista de endividamento dos municípios algarvios, com um valor a pagar superior a 20 milhões de euros. Mesmo assim, conseguimos averiguar que entre 2013 e 2015, a dívida foi abatida em cerca de 20 milhões.

No final de 2017, a dívida de Olhão encontrava-se em pouco mais de 16 milhões de euros. A meras semanas do fim do ano, será que teremos brevemente notícias que confirmem a continuação no caminho positivo da diminuição da dívida?

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